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domingo, setembro 19, 2021

Ex-modelo acusa Trump de assédio sexual em torneio de tênis em 1997

A ex-modelo Amy Dorris acusou nesta quinta-feira, 17, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de agredi-la sexualmente durante o torneio de tênis US Open em 1997.

Dorris contou ao jornal britânico The Guardian que o bilionário republicano a beijou e a tocou sem seu consentimento, acusações negadas pelos advogados do presidente no mesmo jornal. A denúncia ocorre a menos de sete semanas das eleições nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro.

A agressão teria ocorrido em 5 de setembro de 1997, em frente ao banheiro do camarote em que Trump estava.

“Ele enfiou a língua na minha garganta enquanto eu o rejeitava. Então ele me apertou mais, colocou as mãos na minha bunda, nos meus seios, nas minhas costas, tudo”, disse Dorris, acrescentando que pediu a Trump para parar.

Trump, que tinha 51 anos na época, ignorou sua rejeição, contou a ex-modelo. “Fiquei presa no abraço dele, não consegui sair”, disse.

A mulher, que tinha 24 anos na época dos supostos acontecimentos, afirmou que sentiu “nojo” e ficou “indignada”.

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O presidente dos Estados Unidos já foi acusado de agressão, ou assédio sexual, por mais de uma dúzia de mulheres, incluindo a editorialista E. Jean Carroll, que o acusa de estupro em meados da década de 1990.

Trump nega todas essas acusações. No caso de E. Jean Carroll, alegou que ela não era “seu tipo de mulher”. Pouco antes da eleição presidencial de 2016, quando foi eleito presidente, ganhou força um vídeo que mostrava o então empresário se gabando de poder “agarrar” mulheres quando quisesse.

Questionada pela publicação britânica sobre os motivos de só relatar agora o ocorrido, a ex-modelo disse ter sido motivada pelas filhas.

“Quero que vejam que não me calei, que enfrentei alguém que fez algo inaceitável”, disse. “Quando você invade o espaço de alguém, não importa se você foi estuprado, é agressão sexual e não está tudo bem. Você não toca em alguém amenos que essa pessoa queira ser tocada. Eu não fiz nada para encorajá-lo a me tocar”.

Dorris também disse se sentir cansada de ver outras mulheres que se apresentaram publicamente como vítimas serem chamadas de mentirosas.

Leia nesta edição: Queda na curva de mortes mostra sinais de alívio na pandemia. E mais: por que o futuro político de Lula está nas mãos de BolsonaroVEJA/VEJA

“Estou farta de ver ele se safando disso, estou cansada de ficar quieta. É um pouco catártico. Eu quero que as pessoas saibam quem é esse homem, que este é o nosso presidente. Este é o tipo de coisa que ele faz e isto é inaceitável”.

(Com AFP)

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