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domingo, abril 18, 2021

China ‘fez pouco’ para investigar origens do coronavírus, diz OMS

Um documento interno da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta terça-feira, 23, pelo jornal britânico The Guardian, declara que autoridades da China ‘fizeram pouco’ para investigar as origens da pandemia de coronavírus em Wuhan.

De acordo com o relatório da viagem à China do gerente de programa da OMS Peter Ben Embarek, entre 10 de julho e 3 de agosto de 2020, autoridades chinesas de saúde deram poucas informações à equipe da OMS que iniciava os estudos sobre o surto na China. Além disso, a organização não recebeu nenhum documento escrito sobre as investigações no país.

“Após extensas discussões e apresentações de colegas chineses, parece que pouco foi feito em termos de investigações epidemiológicas em Wuhan desde janeiro de 2020. Os dados apresentados oralmente forneceram mais alguns detalhes do que o que foi apresentado nas reuniões do comitê de emergência em janeiro de 2020. Nenhuma apresentação em PowerPoint foi feita e nenhum documento foi compartilhado”, disse o relatório.

Na ocasião, o gerente da OMS reuniu-se com a Comissão Nacional de Saúde, a Administração Estadual para Regulamentação do Mercado, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, entre outras agências, como o Instituto de Virologia de Wuhan.

Recentemente, o governo do americano Joe Biden emitiu uma declaração sobre suas preocupações com a cooperação chinesa no estudo da doença. Para os Estados Unidos, a OMS precisava proteger sua credibilidade e a China deveria tornar públicos os dados desde os primeiros dias do surto.

Outras questões sobre a cooperação da China surgiram devido a uma viagem da OMS em janeiro ao país asiático para estudar as origens do vírus. Dominic Dwyer, especialista australiano em doenças infecciosas que fazia parte da equipe de investigação, disse que havia solicitado dados brutos de pacientes a colegas chinesas, mas recebeu apenas um resumo.

Dados brutos são importantes para entender a Covid-19, já que apenas metade dos 174 casos iniciais estão ligados ao mercado de alimentos a céu aberto, agora fechado, onde o vírus foi detectado pela primeira vez.

Em comunicado ao Guardian, a OMS disse ter enfatizado a necessidade de entender a origem do vírus “desde o início” e discutido a necessidade de estudar e compartilhar informações com a China ao longo de 2020. Para a organização, apesar da prioridade ser salvar vidas, a realização de estudos sobre as origens de uma doença deve acontecer em paralelo com a supressão de um vírus.

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