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quinta-feira, maio 6, 2021

EUA impõem sanções à Rússia por ciberataques nas eleições de 2020

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 15, uma série de novas sanções contra a Rússia em resposta a supostos ciberataques com intuito de interferir no resultado das eleições presidenciais de 2020. Com 32 entidades russas como alvo, o presidente Joe Biden detalhou que pretende impedir “atividades nocivas” vindas do país.

As medidas incluem expulsão de diplomatas e proíbem a compra de ações e títulos em rublos, a moeda russa, por instituições financeiras americanas a partir de junho.

Esta é a segunda maior rodada de sanções dos Estados contra o governo de Vladimir Putin. O governo Biden já havia anunciado punições no mês passado, depois que autoridades russas foram conectadas ao envenenamento de Alexei Navalny, maior opositor ao Kremlin. A Rússia diz que não teve participação no incidente.

Na terça-feira 13, em telefonema com Putin, Biden disse que “agiria com firmeza” na defesa dos interesses nacionais americanos, mas propôs um encontro “em um terceiro país” para que os líderes conversassem e encontrassem áreas para trabalharem juntos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, já disse que as sanções – que ele descreveu como ilegais – seriam um impeditivo para os planos de uma cúpula.

Interferência eleitoral

No ano passado, os Estados Unidos descobriram que a empresa SolarWinds, que fornece softwares para diversas outras companhias – foi hackeada. A brecha deu acesso aos hackers a 18.000 redes de computadores privadas e governamentais, onde obtiveram arquivos digitais de várias agências do governo, como o Tesouro, a Justiça e os departamentos de Estado.

A inteligência americana acredita que a Rússia está por trás do ataque, e agora devem acusar formalmente a inteligência russa – que negou qualquer envolvimento.

Contudo, a história sugere que as sanções não devem surtir muito efeito para controlar a atividade de espionagem virtual russa. Segundo a emissora BBC, o pacote de medidas de Biden serve mais como um sinal de que o novo governo vai adotar uma linha mais dura do que a do ex-presidente Donald Trump.

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