27.4 C
Brasil
domingo, abril 18, 2021

Google ameaça desabilitar ferramenta de buscas na Austrália

Nesta sexta-feira, 22, o Google ameaçou de retirar sua ferramenta de busca do ar na Austrália caso o país não modifique uma proposta de lei que, se aprovada, forçaria a multinacional a pagar a empresas de comunicação pelo conteúdo veiculado na plataforma.

A proposta elaborada e apoiada pelo governo do primeiro-ministro conservador, Scott Morrison, é um “código de conduta vinculante” que quer regular as relações entre os meios de comunicação e as empresas que dominam a internet, como Google e Facebook, porque captam grande parte da receita publicitária.

A diretora-geral do Google Austrália, Mel Silva, declarou nesta sexta-feira diante de uma comissão do Senado que o “pior cenário” seria se o código fosse aprovado em sua versão atual, o que incentivaria o gigante tecnológico a suspender seus serviços de busca na Austrália. “Se esta versão do código se tornar lei, não teremos escolha a não ser suspender o Google Search na Austrália”, alertou Silva.

“A Austrália é quem estabelece as regras do que pode ser feito na Austrália. É o nosso Parlamento que decide”, declarou Morrison. “Pessoas que desejam trabalhar dentro dessa estrutura na Austrália são bem-vindas. Mas não cedemos a ameaças”.

O argumento do governo para a legislação é a de que essas empresas ficaram com grande parte do mercado publicitário dentro da internet no país. A cada 100 dólares australianos (cerca de 418 reais) gastos no país em publicidade na internet, 81 vão para o Google e Facebook, segundo a BBC News.

Segundo dados apresentados pelo governo, os meios de comunicação tradicionais perderam, ao todo, 75% da receita publicitária desde 2005. A crise na imprensa australiana se agravou com a pandemia de Covid-19, quando dezenas de jornais foram fechados e centenas de jornalistas ficaram desempregados.

A primeira versão do código prevê que o Google e o Facebook remunerem os meios de comunicações australianos, seja o grupo público ABC ou os jornais do grupo News Corp de Rupert Murdoch, pelo uso de seu conteúdo. O governo tem apenas Facebook e Google como alvos, e não outras plataformas muito populares como o Instagram ou o YouTube.

Continua após a publicidade

Ultimas Notícias

Deise Zuqui mostra alguns penteados dos anos 90 que voltaram para a moda

Deise Zuqui é uma grande especialista de moda e, portanto, está sempre por dentro das novas tendências. E, como a moda é...

Atirador mata 8 pessoas em centro de operações da FedEx nos EUA

Um atirador matou oito pessoas e feriu várias outras em um centro de operações da empresa de entregas FedEx em Indianápolis, nos Estados Unidos,...

Ex-policial abre mão de depor em julgamento por morte de George Floyd

Derek Chauvin, ex-policial da cidade norte-americana de Mineápolis, abriu mão nesta quinta-feira, 15, do direito de depor ao júri sobre sua participação na prisão...

Entidades internacionais criticam Bolsonaro por resposta à Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro segue sendo criticado mundo afora devido à forma como o país está lidando com a pandemia do novo coronavírus. Nesta...

Em vídeo à CNBB, Papa Francisco pede união em momento crítico

Em um vídeo de 7 minutos enviado à 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Papa Francisco pregou “unidade...