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domingo, abril 18, 2021

Rebeliões em presídios no Equador deixam mais de 60 mortos

Pelo menos 62 pessoas morreram em rebeliões em três presídios no Equador, em ações descritas pelo governo na terça-feira, 23, como ato orquestrado por organizações criminosas. O diretor das prisões, Edmundo Moncayo, disse em entrevista coletiva que 800 policiais ajudaram a recuperar o controle das instalações. Centenas de agentes de unidades táticas foram destacados desde o início dos confrontos, na noite de segunda-feira.

Moncayo disse que dois grupos estavam tentando ganhar “liderança criminosa dentro dos centros de detenção” e que os confrontos foram precipitados por uma busca por armas realizada na segunda-feira. Atos violentos entre detentos foram registrados em prisões localizadas nas províncias de Guayas, Azuay e Cotopaxi. O governo disse que a rebelião na prisão de Guayas foi controlada.

O diretor das prisões equatoriano disse que 33 pessoas morreram na prisão em Cuenca (Azuay), no sul do Equador; 21 na cidade de Guayaquil (Guayas), na costa do Pacífico, e oito na cidade de Latacunga (Cotopaxi). Moncayo acrescentou que cerca de 70% da população carcerária do país vive nos centros onde ocorreram os distúrbios. Fotografias e vídeos nas redes sociais mostram supostos presos decapitados e desmembrados em meio a poças de sangue.

Familiares de presos aguardam notícias após rebelião dentro do presídio de Guayaquil, no Equador –Marcos Pin/EFE

Tumultos mortais em prisões aconteceram com relativa frequência nos últimos anos no Equador, cujas prisões foram projetadas para cerca de 27.000 presidiários, mas abrigam cerca de 38.000.

O presidente equatoriano, Lenin Moreno, tem tentado controlar a violência nas prisões do país andino, declarando o sistema penitenciário em estado de emergência, devido aos frequentes confrontos entre gangues de criminosos. Moreno tuitou que pediu ao Ministério da Defesa “um controle estrito de armas, munições e explosivos nos perímetros externos das prisões” como resultado dos tumultos desta semana.

Em uma publicação no Twitter, o ministro de Governo, Patricio Pazmiño, atribuiu os incidentes a “uma ação orquestrada por organizações criminosas para gerar violência nas prisões do país”. Pazmino também afirmou que o governo e a polícia estão tomando medidas para retomar o controle da situação.

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