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domingo, abril 18, 2021

Trump e 17 estados apoiam tentativa do Texas de anular resultado eleitoral

Em uma ação judicial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou à Suprema Corte nesta quarta-feira, 9, que permitisse que ele se unisse a uma demanda do estado do Texas para que o tribunal anulasse a derrota do republicano nas eleições de novembro, descartando os resultados das votações em Geórgia, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin. Além do apoio presidencial, a tentativa capitaneada pelo Texas tem apoio de outros 17 estados, quase todos governados por republicanos.

O processo, anunciado na terça-feira pelo secretário de Justiça do Texas, o republicano Ken Paxton, envolve quatro estados onde Trump venceu na eleição de 2016, mas perdeu para o democrata Joe Biden neste ano. O documento argumenta que mudanças feitas pelos quatro estados em procedimentos de voto para expandir a votação por correio, conta da pandemia de Covid-19, foram ilegais, não podendo assim ser usados como base para o Colégio Eleitoral.

Ao todo, Biden conseguiu 306 votos, mais do que os 270 necessários para se consagrar presidente. Trump, por sua vez, teve 232. Somados, os quatro estados envolvidos no processo do Texas deram 62 votos a Biden.

Especialistas argumentam, no entanto, que o processo apresentado pelo Texas tem poucas chances de render frutos e não tem base legal.

Os estados que apoiaram o caso do Texas são: Alabama, Arkansas, Carolina do Sul, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Flórida, Indiana, Kansas, Louisiana, Mississippi, Missouri, Montana, Nebraska, Oklahoma, Tennessee, Utah e  Virgínia Ocidental. Apenas três dos 17 estados não são governados por republicanos. 

Mais cedo nesta quarta-feira, Trump já havia prometido intervir no processo, embora sem detalhes. Em uma publicação no Twitter, ele disse: “Nós iremos INTERVIR no caso do Texas (além de outros estados). Este é o grande problema. Nosso país precisa de uma vitória!”.

Com o decorrer do processo de contagem de votos, Trump iniciou uma cruzada na Justiça para contestar o resultado eleitoral. Mas, o republicano não obteve muito sucesso.

Em artigo atualizado na terça-feira, o comentarista da emissora NBC em assuntos judiciários, Pete Williams, listou 53 processos movidos pela campanha de Trump contra as autoridades eleitorais de sete estados diferentes (Pensilvânia, Michigan, Wisconsin, Arizona, Nevada, Geórgia e Minnesota).

Dessas 53 ações, pelo menos 36 foram negadas ou dispensadas pela Justiça, ou retiradas pela própria equipe jurídica de Trump. Enquanto isso, 15 processos ainda estão em andamento, e apenas dois resultaram em algum ganho para o republicano.

Ambos os casos vencidos foram na Pensilvânia, e envolvem provisional ballots, cédulas que, em um primeiro momento da contagem de votos, foram regularmente postas à parte por conterem algum tipo de irregularidade, mas sem serem descartadas.

Nenhum desses processos levou a mudanças significativas no resultado das urnas. Autoridade eleitoral máxima na Pensilvânia, a secretária de Estado, Kathy Boockvar, estimou que uma das ações atingiu menos de 100 votos no total.

Apesar das insistências de Trump de que as eleições teriam sido fraudadas, o próprio Departamento de Justiça americano afirmou recentemente que não há evidências de nenhum esquema de fraude eleitoral no pleito de 3 de novembro.

“Até o momento, nós não vimos fraude em uma escala que pudesse levar a um resultado diferente nas eleições”, disse em entrevista à Associated Press o secretário de Justiça, William Barr, que é notório por sua lealdade ao presidente.

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