A cirurgia plástica abrange diferentes áreas de atuação, cada uma com objetivos, técnicas e indicações específicas, e o médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, costuma reforçar que compreender essas diferenças ajuda o paciente a buscar o tratamento mais adequado para sua necessidade.
Antes de tudo, é importante entender que a cirurgia plástica se divide, de forma geral, em dois grandes campos: a cirurgia plástica reconstrutiva e a cirurgia plástica estética. Embora muitas vezes essas áreas se sobreponham na prática clínica, cada uma possui finalidades e critérios próprios, que orientam a indicação dos procedimentos.
Logo no início do processo de escolha, vale conhecer melhor essas áreas. Neste artigo, venha conhecer mais dessas áreas e técnicas!
Cirurgia plástica reconstrutiva: foco em função e recuperação
A cirurgia reconstrutiva tem como principal objetivo restaurar estruturas e funções comprometidas por traumas, doenças, malformações congênitas ou cirurgias oncológicas. Nesses casos, o foco está na recuperação da integridade anatômica e na melhoria da qualidade de vida do paciente.

Procedimentos como reconstrução mamária após mastectomia, correção de fissuras labiopalatinas e tratamento de sequelas de queimaduras fazem parte desse campo. Milton Seigi Hayashi ainda alude que a reconstrução muitas vezes ocorre em múltiplas etapas, exigindo acompanhamento prolongado e integração com outras especialidades médicas.
Cirurgia plástica estética: busca por harmonia e proporção
Já a cirurgia estética é voltada para a melhoria da aparência e da harmonia corporal, sempre dentro de limites anatômicos seguros. Procedimentos como rinoplastia, lipoaspiração, abdominoplastia e cirurgias faciais estão entre os mais conhecidos pelo público.
Entretanto, é fundamental compreender que a estética médica não se baseia em padrões fixos, mas na análise individual de cada paciente, ressalta Hayashi. Assim, fatores como estrutura óssea, elasticidade da pele e proporções corporais influenciam diretamente na escolha da técnica e no resultado possível. Dessa maneira, o planejamento precisa ser personalizado e realista.
Procedimentos faciais e seus cuidados específicos
Na face, a cirurgia plástica exige atenção redobrada, pois envolve estruturas delicadas e impacto direto na identidade visual do paciente. Intervenções no nariz, pálpebras, orelhas e contorno facial demandam planejamento minucioso e compreensão das funções respiratórias, musculares e sensoriais envolvidas.
O médico cirurgião plástico, Hayashi apresenta que resultados exagerados ou desalinhados com as características naturais podem comprometer tanto a estética quanto a funcionalidade. Por isso, respeitar limites técnicos e priorizar a preservação da identidade é o princípio básico da prática responsável.
Cirurgias corporais e limites de segurança
Nas cirurgias corporais, como lipoaspiração e procedimentos de contorno, existem limites claros de segurança relacionados à quantidade de gordura removida, ao tempo cirúrgico e à combinação de técnicas em um mesmo ato operatório. Ultrapassar esses limites aumenta significativamente o risco de complicações.
Portanto, nem sempre é indicado realizar múltiplos procedimentos simultaneamente, mesmo que o paciente deseje “aproveitar” uma única internação. A decisão deve considerar o impacto fisiológico da cirurgia e a capacidade de recuperação do organismo.
Papel das técnicas não cirúrgicas
Além das cirurgias tradicionais, a área plástica também incorpora procedimentos minimamente invasivos, como aplicações de toxina botulínica, preenchedores e tratamentos com tecnologias de energia. Esses recursos podem complementar resultados cirúrgicos ou, em alguns casos, substituir intervenções mais invasivas.
Contudo, mesmo esses procedimentos exigem conhecimento anatômico, avaliação criteriosa e indicação adequada. Dessa maneira, como explica Milton Seigi Hayashi, a ideia de que são totalmente isentos de riscos é equivocada, e sua aplicação deve seguir os mesmos princípios de responsabilidade médica.
Indicação correta como base do bom resultado
Em todas as áreas da cirurgia plástica, a indicação correta é o fator mais determinante para o sucesso do tratamento. Avaliar se o procedimento é realmente necessário, se o paciente está apto clinicamente e se as expectativas são compatíveis com o resultado possível faz parte da conduta profissional.
Além disso, o acompanhamento pós-operatório é indispensável para monitorar a recuperação, orientar cuidados e intervir precocemente em caso de intercorrências. Dessa maneira, a cirurgia deixa de ser um evento isolado e passa a integrar um processo contínuo de cuidado.
Informação para escolhas mais seguras
Em síntese, conhecer as diferentes áreas da cirurgia plástica e seus limites médicos ajuda o paciente a tomar decisões mais seguras e alinhadas com sua realidade. Nem todo desejo estético pode ou deve ser atendido, e respeitar os limites do corpo é fundamental para preservar saúde e bem-estar.
Tal como considera e conclui o médico cirurgião plástico, Hayashi, a cirurgia plástica deve ser sempre orientada por critérios técnicos, éticos e individualizados. Quando a indicação é correta e o acompanhamento é adequado, os procedimentos podem oferecer benefícios reais, mantendo como prioridade a segurança e a qualidade de vida do paciente.
Autor: Andrei Smirnov

