TSE reúne institutos de pesquisa para alinhar regras de divulgação de levantamentos eleitorais antes do início oficial da definição de candidaturas.
O calendário das Eleições Gerais de 2026 entra em uma fase decisiva a partir de 20 de julho, quando começa o período oficial das convenções partidárias, etapa em que partidos e federações definem coligações e escolhem formalmente seus candidatos aos cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. As convenções seguem até 5 de agosto, e a partir delas os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente as candidaturas na Justiça Eleitoral. Paralelamente, o Tribunal Superior Eleitoral reuniu, na terceira semana de julho, representantes de 19 institutos de pesquisa para alinhar critérios sobre a realização e a divulgação de levantamentos eleitorais, um movimento que ganhou relevância depois da suspensão de uma pesquisa envolvendo um pré-candidato à Presidência. Entender essas etapas ajuda o eleitor a acompanhar com mais clareza os próximos meses da corrida eleitoral.
O que muda com o início das convenções partidárias
A partir de 20 de julho, partidos políticos e federações passam a poder realizar suas convenções, reuniões formais nas quais deliberam sobre alianças eleitorais e escolhem os nomes que vão disputar as eleições de outubro. Esse é um dos momentos mais importantes do calendário eleitoral, porque é a partir dele que o cenário de candidaturas para presidente, governadores, senadores e deputados começa a se definir de forma oficial, encerrando o período de especulação e pré-candidaturas que caracterizou os meses anteriores. Segundo o calendário estabelecido pela Resolução nº 23.760 do Tribunal Superior Eleitoral, as convenções podem ocorrer até 5 de agosto, e os partidos têm até 15 de agosto para protocolar o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral, sendo os pedidos para presidente encaminhados diretamente ao TSE e os demais aos Tribunais Regionais Eleitorais de cada estado.
Além da definição de candidaturas, o mesmo dia 20 de julho marca o início da obrigatoriedade de partidos e candidatos informarem à Justiça Eleitoral todos os recursos financeiros recebidos para campanha, com prazo de até 72 horas após o recebimento de cada doação. Essa regra busca dar mais transparência ao financiamento eleitoral desde o início oficial da disputa, permitindo que o Ministério Público Eleitoral acompanhe de perto a movimentação de recursos e atue rapidamente em caso de irregularidades. A partir de 16 de agosto, um dia depois do prazo final de registro das candidaturas, começa oficialmente a propaganda eleitoral nas ruas e na internet, dando início à fase mais visível da campanha para o eleitor.
Por que o TSE reuniu institutos de pesquisa antes da fase decisiva
Em meio aos preparativos para a fase de convenções, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, convocou uma reunião com representantes de 19 institutos de pesquisa para discutir critérios e parâmetros sobre a realização e a divulgação de levantamentos eleitorais. O encontro ocorreu após a suspensão de uma pesquisa do instituto AtlasIntel que envolvia o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, episódio que reacendeu o debate sobre metodologia e transparência na divulgação de pesquisas em ano eleitoral. A iniciativa do TSE busca uniformizar procedimentos entre os institutos, reduzindo divergências que possam gerar questionamentos judiciais ao longo da campanha.
O objetivo declarado da Corte Eleitoral é dar mais segurança jurídica tanto para os institutos de pesquisa quanto para candidatos e eleitores, já que pesquisas eleitorais têm papel relevante na formação da opinião pública e, em alguns casos, tornam se alvo de disputas judiciais entre campanhas rivais. Desde 1º de julho, pesquisas de opinião pública relacionadas às eleições precisam ser registradas no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais com pelo menos cinco dias de antecedência antes da divulgação, uma exigência que já estava prevista na legislação eleitoral, mas que ganha maior atenção agora que a fase de definição de candidaturas se aproxima. A expectativa do TSE é que as orientações resultantes desse diálogo com os institutos estejam consolidadas antes do período mais intenso de divulgação de pesquisas, que se estende até a proclamação dos resultados em outubro.
O que o eleitor deve observar nas próximas semanas
Com a aproximação das convenções partidárias, o debate político tende a ganhar ainda mais intensidade nas próximas semanas, já que a definição oficial de candidaturas costuma reorganizar alianças e evidenciar disputas internas dentro dos partidos. Para o eleitor, esse é um bom momento para acompanhar de perto quais legendas vão compor coligações e quais nomes efetivamente vão disputar os principais cargos em outubro, já que pré-candidaturas anunciadas anteriormente podem não se confirmar nas convenções. O calendário eleitoral do TSE também prevê que, a partir de 19 de julho, a Justiça Eleitoral libera a consulta online aos locais com vagas para voto em trânsito e transferência temporária de seção, facilitando o planejamento de quem estará fora de seu domicílio eleitoral no dia da votação.
Outro ponto de atenção é o acompanhamento das pesquisas eleitorais, que devem se multiplicar à medida que os nomes das candidaturas forem oficializados. Com o alinhamento buscado pelo TSE junto aos institutos, a expectativa é que a divulgação desses levantamentos ganhe mais padronização, reduzindo controvérsias sobre metodologia. Para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno em 25 de outubro, o período entre as convenções e o registro das candidaturas costuma ser decisivo para moldar o tabuleiro político que vai efetivamente para as urnas.
O início das convenções partidárias em 20 de julho encerra a fase de especulação sobre candidaturas e abre um período de definições concretas para as Eleições 2026. Ao mesmo tempo, o esforço do TSE para alinhar regras com os institutos de pesquisa mostra a preocupação da Justiça Eleitoral em garantir mais transparência em um pleito que já desperta forte polarização. Acompanhar essas etapas, desde as convenções até o início oficial da propaganda em agosto, é essencial para o eleitor que quer entender como o cenário eleitoral vai se consolidar nos próximos meses.
Fontes consultadas:
Tribunal Superior Eleitoral: https://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2026
Tribunal Superior Eleitoral (calendário): https://www.tse.jus.br/eleicoes/calendario-eleitoral
Portal AZ: https://www.portalaz.com.br/noticia/politica/96352/tse-reune-institutos-para-alinhar-regras-sobre-pesquisas-eleitorais-de-2026/

