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sexta-feira, setembro 17, 2021

Com falta de insumos, comércio busca alternativas para manter fornecimento

A mudança drástica no comportamento da demanda com o desaquecimento da economia provocou a falta de insumos em alguns setores. O comércio varejista foi um dos afetados. Ao todo, 7 em cada 10 empresas mostram dificuldades para obter produtos e matérias primas mesmo após cinco meses de pandemia e com a flexibilização do distanciamento social. O problema é mais acentuado do que na indústria e na construção, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados fazem parte da Pesquisa Pulso Empresa, que acompanha os principais efeitos da Covid-19 na atividade das empresas não financeiras. O comércio é o ramo que encontra maior adversidade na obtenção de mercadorias. Na média, 46,8% dos estabelecimentos apontam contratempo no acesso aos fornecedores, e apenas 7,3% disseram o contrário. Já 44,2% não observaram alteração significativa.

O assessor econômico da Fecomercio, Fábio Pina ressalta que apesar dos obstáculos não há desabastecimento. “Não há um problema de desabastecimento generalizado, mas há falta de um ou outro produto, de peças para eletroeletrônicos, de alguma matéria prima importada que pode demorar um pouco mais. Mas isso tende a se normalizar e não há um problema generalizado e duradouro, provavelmente as coisas tendem a se normalizar nos próximos meses”, disse. A pesquisa em um primeiro instante registrou impactos negativos relacionados à demanda, como vendas, produção e atendimento, devido ao fechamento das lojas e ao isolamento social promovido em todo o país para conter o avanço da Covid-19. Ao longo das últimas semanas esta percepção vem mudando. O comércio varejista também é o segmento onde as empresas declararam sentir apuros na capacidade de realizar pagamentos de rotina: mais da metade, 54,7% afirmaram ter reflexos no caixa. O indicador está bem acima da média do país de 40,3%. O varejo é a área com mais empresas em funcionamento no Brasil, com 1,09 milhão, quase 1 a cada 3 das que estão em atividade no país. O certo é que grande parte já vislumbra uma retomada mais robusta com a volta da confiança dos consumidores.

*Com informações do repórter Daniel Lian

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