Elmar Juan Passos Varjão Bomfim elucida que avaliar grandes obras apenas pelo cumprimento de prazo e orçamento tornou-se um critério insuficiente diante da complexidade atual dos projetos de infraestrutura. A engenharia baseada em desempenho surge como uma abordagem que desloca o foco da simples execução para a análise do comportamento real das obras ao longo do tempo, considerando funcionalidade, durabilidade, segurança e eficiência operacional como parâmetros centrais de qualidade.
Esse modelo de avaliação responde a um contexto no qual ativos de infraestrutura precisam entregar resultados consistentes por décadas, muitas vezes em ambientes sujeitos a altas cargas operacionais, variações climáticas e exigências regulatórias crescentes. A obra deixa de ser analisada apenas como produto finalizado e passa a ser compreendida como sistema em funcionamento contínuo.
Do cumprimento de requisitos ao desempenho mensurável
Conforme se observa na evolução recente do setor, a engenharia baseada em desempenho rompe com a lógica tradicional centrada exclusivamente em normas prescritivas. Em vez de apenas atender especificações mínimas, os projetos passam a ser avaliados pelo desempenho efetivo dos sistemas ao longo de sua vida útil.
Nesse contexto, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, empresa do Grupo André Guimarães, atua em um ambiente no qual decisões técnicas precisam considerar como a obra se comportará em condições reais de uso. Parâmetros como resistência ao desgaste, capacidade de adaptação, facilidade de manutenção e estabilidade operacional passam a integrar o processo decisório desde as fases iniciais.
Essa mudança amplia a responsabilidade técnica da engenharia, que passa a antecipar cenários e definir soluções capazes de manter desempenho adequado mesmo diante de situações não previstas em modelos tradicionais de projeto.
Indicadores de desempenho como base da avaliação técnica
Segundo análises recorrentes na área de infraestrutura, a adoção de indicadores de desempenho tornou-se fundamental para qualificar a avaliação das grandes obras. Esses indicadores permitem mensurar aspectos como eficiência estrutural, confiabilidade dos sistemas, custo operacional e impacto ao longo do tempo.
A engenharia baseada em desempenho utiliza esses dados para orientar decisões técnicas mais precisas. Em vez de avaliações genéricas, torna-se possível comparar soluções com base em resultados mensuráveis, reduzindo subjetividades e fortalecendo a previsibilidade do projeto.
Ademais, a utilização de indicadores favorece a transparência na gestão dos empreendimentos. Dados técnicos claros facilitam auditorias, revisões contratuais e processos de governança, aspectos cada vez mais relevantes em obras públicas e projetos privados de grande escala.
Impactos no planejamento e na execução das obras
Na avaliação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a engenharia baseada em desempenho influencia diretamente a forma como obras são planejadas e executadas. O planejamento passa a incorporar análises mais profundas sobre comportamento estrutural, ciclos de manutenção e desempenho operacional, o que altera escolhas de materiais, métodos construtivos e sequências de execução.
Durante a fase de obra, essa abordagem incentiva maior controle técnico e monitoramento contínuo. A execução deixa de ser apenas um processo de conformidade e passa a ser acompanhada sob a ótica do desempenho esperado, permitindo ajustes ainda durante o andamento do projeto.

Esse modelo reduz a incidência de soluções corretivas no pós-obra, que costumam gerar custos elevados e comprometer a imagem do empreendimento. Ao alinhar execução e desempenho esperado, a engenharia amplia a eficiência global do investimento.
Desempenho ao longo do tempo como critério de valor
Como observa Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o verdadeiro valor de uma obra de infraestrutura se revela ao longo do tempo, e não apenas no momento da entrega. Estruturas que mantêm desempenho estável, exigem menos intervenções e operam de forma previsível tendem a gerar melhor retorno econômico e social.
A engenharia baseada em desempenho permite antecipar esse comportamento, orientando escolhas que reduzem custos de manutenção, minimizam riscos operacionais e prolongam a vida útil dos ativos. Essa lógica é especialmente relevante em infraestruturas críticas, nas quais falhas podem gerar impactos amplos sobre serviços essenciais.
Além disso, o foco no desempenho fortalece a relação entre engenharia e gestão do ativo. A obra passa a ser acompanhada de forma contínua, com decisões técnicas sustentadas por dados reais e históricos de funcionamento.
Uma nova lógica para avaliar a qualidade da engenharia
Sob essa perspectiva, a engenharia baseada em desempenho redefine os critérios de qualidade aplicados às grandes obras. Cumprir normas e contratos continua sendo indispensável, mas já não é suficiente para garantir excelência técnica e eficiência de longo prazo.
Ao incorporar desempenho como eixo central, a engenharia amplia sua capacidade de entregar obras mais robustas, seguras e alinhadas às demandas contemporâneas. A avaliação passa a considerar não apenas o que foi construído, mas como o sistema funciona, se adapta e responde ao uso real.
Assim, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim conclui que a mudança na forma de avaliar grandes obras reflete uma maturidade crescente do setor. A engenharia baseada em desempenho consolida-se como ferramenta estratégica para transformar investimentos em infraestrutura em ativos duradouros, eficientes e preparados para os desafios do futuro.
Autor: Andrei Smirnov

